O Retrato do desvario

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Por Ana Burke

Religiões pregam mentiras e mentiras são imorais; inocentes são enganados, extorquidos, roubados e isto é crime o que nos diz que a religião é perniciosa. Uma das principais leis “morais” religiosas é a hipocrisia, sinal que os valores religiosos estão invertidos. Dentro de templos ou igrejas são incutidas idéias como o inferno, o purgatório ao mesmo tempo em que vemos gente sendo adestrada com orações e cânticos, caindo no chão, gritando e gesticulando. Pessoas que agem desta forma não são sadias…pensem em alguém fazendo isto na rua…este alguém seria internado, chamado de louco, insano, perigoso para a sociedade.

É normal que os religiosos pratiquem a incitação ao ódio contra outros seres humanos que pertencem a grupos diferentes ou tem costumes e culturas diferentes. A inversão de valores faz de cada religioso um evangelizador, ou seja…”aceite aquilo que foi inculcado na minha mente como verdade” ou você será um pária social.

Religiões ensinam a não aceitar o outro, a desrespeitar a liberdade de ser e viver de cada um, a discriminar, ser preconceituoso e a se conformar em viver no sofrimento, a adorar o sofrimento, o feio e o ruim. E pessoas que adoram coisas ruins, são ruins, mesmo que não tenham consciência disso.

Religiões usam e abusam de repressões, chantagens, ameaças, servidão e é nisto que os fiéis são transformados…em servos…servos do medo. Aquele que convive e vê demônios, principalmente crianças, estará condenada a carregar estes demônios pela vida toda.

Religião é o pecado, a ignorância e a morte cerebral. Coisas como estas não existem para quem não é religioso. O CONTRÁRIO destas aberrações aprendidas nos templos e, igrejas, é a verdadeira vida, a verdadeira saúde, o verdadeiro respeito por si mesmo e pelos outros. Não evangelize ou faça “pregações”. Não queira trazer a todos para o mesmo buraco onde você vive.

Só aquele que enfrenta a vida como ela é, e consegue discernir entre aquilo que é ficção ou superstição, da realidade, consegue saber o que significa amar o outro. Se você é religioso você não ama pois, para você, todos aqueles que pensam diferente, ou se comportam de forma diferente, ou não crê naquilo que você crê…você os crucifica. Isto se chama ódio.

Diário de uma ateísta

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Por Ana Burke

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Parei o carro no sinal de trânsito e, como sempre, distraída, em um outro mundo e lugar – o meu cérebro decide por mim – nem sempre estou consciente do caminho, ou mesmo que estou dirigindo …sigo o fluxo. É intuitivo. Outras vezes eu tenho a impressão de que sou uma máquina pretendendo dirigir outra máquina e foi numa parada destas que se achegou ao carro um Senhor, me pedindo ajuda. O susto foi enorme, desci das nuvens, abri a bolsa e lhe dei um trocado. Ele estava tão sujo que era difícil definir-lhe as feições e tão bêbado que se equilibrava com dificuldade para se manter manter ereto. Esticou a mão e percebi que ele estava doente, com feridas pelo corpo. O sinal abriu e ele se voltou, não sem antes agradecer muito pela pequena suposta ajuda: – Deus lhe pague…a senhora seja abençoada e que Deus lhe acompanhe.

Olhei pelo retrovisor e o vi atravessando entre os carros, trocando as pernas, enquanto alguns motoristas dirigiam-lhe impropérios ou ofensas e eu, como sempre, fui seguindo o fluxo. Entrei no estacionamento do supermercado e fiquei ali, não pensava, só sentia e fiquei assim, olhando a cena por um longo tempo. Aquele homem tinha um deus, acreditava neste deus e agradecia a este deus por sua miséria, abandono e, talvez, pela sua doença. Era suposto que ele pensasse que tivesse “Livre Arbítrio”. Eu nunca vi pessoas como ele dentro das igrejas. Do lado de fora sim, já vi muitos, fora do horário de cultos. A sujeira e o mal cheiro faz mal a Deus e aos seus seguidores. Há algum tempo atrás eu não teria dado dinheiro a ele por estar bêbado e pensaria ou agiria como a maioria.

Existe uma grande diferença entre a pessoa que eu era ontem e a pessoa que eu sou hoje. Como a maioria, eu acreditava em pecado e em um Ser ignóbil, invisível que elege alguns e condena outros. E acreditava também que este Ser era bondoso, afinal, eu era a eleita ou, como dizia Allan Kardec, evoluída espiritualmente, por “ter” mais do que aquele senhor, e ser branca. Já, hoje, eu penso diferente e sou uma pessoa diferente daquilo que eu era ontem. Hoje a dor da consciência da desigualdade é quase insuportável e este é o “preço a pagar” quando não se tem um deus.

Quem tem um deus, vive com os sentidos embotados pela insensibilidade, justificando as injustiças, as doenças, o sofrimento e a morte como sendo algo justo e normal. É da vontade divina existir sofredores e eleitos. Aprendemos, como querem os nossos pais, desde crianças, a partir do momento em que nascemos, que com Deus não se discute pois Ele sabe o que faz. É desejo de Deus a fome, as guerras e a violência para que os pecadores aprendam a obedecer os seus preceitos e mandamentos. Como é triste isso… só um Deus tacanho para impor tantas diferenças entre os seres humanos e como estes foram criados por este Deus, à sua imagem e semelhança, são todos tacanhos. Eu já fui uma tacanha e não consigo acreditar que, um dia, magnetizada e inconsciente, eu batizei os meus filhos e os entreguei a este Deus que divide a humanidade em raças distintas classificando a todos, e os separando pela sua cor, pelo lugar onde nasceram, por suas posses, por sua religião ou por suas opções sexuais. Neste momento, pensei, estão todos na missa, ou nos cultos, aliviando as suas consciências com as suas orações de devoção, agradecendo pelas bênçãos recebidas. São os eleitos.

Sai do carro e segui o fluxo mas havia uma pequena e significativa diferença entre as pessoas que seguiam o fluxo, e eu: a crença em Deus. Eu abri os braços e senti uma sensação maravilhosa de bem estar que, só pode sentir, um escravo liberto. Eu estava livre do jugo, a morte não me assustava mais e o inferno era só uma lenda…Deus é uma lenda.

A maioria nunca vai saber o que significa entrar por uma porta larga.

A Necessidade dos Apegos

dDateiformat: EPS Erzeugt von: Adobe Photoshop Version 3.0 Datum: 19.07.1996 10:00 Uhr Name: 57550/1

Por Ana Burke

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O Ser Humano não sabe em que se apega, ou porque se apega. A única coisa que ele sabe com certeza, é que precisa, desesperadamente, se apegar, pertencer a alguém, a alguma coisa, a um sistema, a um determinado grupo ou a uma determinada pessoa. A maioria conhece tudo, sabe tudo, e segue o caminho de uma única verdade que tem que coincidir com as suas necessidades de apego. É preciso proteger o objeto do apego, representado por um deus, uma pessoa ou grupo de pessoas porque, sem o objeto do apego, ele está morto, não serve pra nada, e, não é nada.

Quando eu penso e analiso os apegos eu costumo comparar estes apegos a um muro. Quando vivemos cercados por um muro, sabemos tudo, porque podemos observar tudo. Podemos aprender facilmente, tudo, dentro dos limites deste muro, e, como sabemos tudo, somos sábios e possuidores da verdade…como nos ensina “A caverna” de Platão – ou dos sacerdotes egípcios e egípcios em geral – de quem os gregos copiaram a sua filosofia.

Quebrar o muro e nos desvincular dos apegos é praticamente impossivel porque isto destruiria todas as nossas verdades, toda a nossa razão de viver, todos os nossos ídolos de barro. Escalar as montanhas e descobrir o que existe por trás delas, a amplidão, o horizonte, o desconhecido, é uma ameaça maior que o medo da própria morte e como resultado disso, nos enterramos vivos, protegidos pelo muro construído ao nosso redor, a que muitos chamam de “ignorância”.

Perceber/aprender o que ignoramos significa compreender porque o nosso deus é único e, porque, cada um destes deuses , para aqueles que os seguem, também é único. Ao interagir com as coisas do mundo tomamos consciência de que, do lado de fora, por trás do muro, existem milhares de outros deuses, e milhares de outras verdades, tão falsas e fraudulentas como a nossa verdade. O sábio observa e não foge de nenhum ponto de vista diferente do seu; ele pega todas as verdades existentes, das quais toma conhecimento e as coloca em uma peneira juntamente com a sua verdade, peneira tudo e descobre que 99,99% das verdades, são mitos, incluindo a sua verdade. O que sobra, depois de muito trabalho, estudo e análise, é 0,001% daquilo que pode ser considerado como sendo a verdade real. Se não questionamos, engolimos uma “jaca.

Ao quebrar o muro, descobrimos que os nossos apegos nos impediram de conhecer, e saber, o que é, e significa viver; descobrimos que a maioria mata e morre por mentiras; descobrimos que sacrificamos os nossos filhos, tirando-lhes a identidade e a oportunidade de crescer como seres pensantes, ou questionadores, para proteger, as nossas próprias ilusões; descobrimos que fomos manipulados e manipulamos; descobrimos que só precisa realmente ser salvo, aquele que está cercado pelo muro.

Deus Pode Ser Vencido

BLIBLIA_PROIBIDA_jaco_lutando_com_deusPor Ana Burke

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23 Assim que as pessoas passaram, Jacó fez que também atravessasse o rio tudo o que lhe pertencia; 24entretanto, ficou para trás, sozinho. Então chegou um homem que se pôs a lutar com ele até o raiar da alvorada. 25Quando o homem percebeu que não seria possível dominá-lo, tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam (Golpe baixo). 26Então Ele declarou: “Deixai-me ir, pois já rompeu o dia!” Contudo, Jacó lhe rogou: “Eu não te deixarei partir, a não ser que me abençoes!” 27Ao que o homem lhe inquiriu: “Qual é o teu nome?” – “Jacó”, respondeu ele. 28Então o homem orientou-o: “Não te chamarás mais Jacó, mas, sim, Israel, porquanto como príncipe lutaste com Deus e com os seres humanos e prevaleceste!” 29Suplicou Jacó, prontamente: “Dize, rogo-te, revela-me como te chamas?” Replicou o homem: “Por que me perguntas pelo meu Nome?” E ali mesmo o abençoou! 30Então denominou Jacó àquele lugar Peniel, “face de Deus”, porquanto afirmou: “Vi a Deus face a face e, contudo, minha vida foi poupada”.
Gênesis 32 – Bíblia King James Atualizada (Português) © 2012 Abba Press.

Jacó claramente venceu Deus, que não tinha o poder de poupar a sua vida, mas usou de golpe baixo e foi covardia deslocando a coxa de Jacó para que este perdesse a luta. Mas Jacó não perdeu, superou as suas dificuldades e fez com que Deus pedisse arrego. Deus implorou a Jacó que o deixasse ir.

O Homem que vence a Deus, torna-se Deus.

Uma mulher também venceu a Deus quando comeu da árvore do conhecimento. E como o conhecimento destrói a ignorância, Eva destruiu Deus, passou a conhecer o bem e o mau e viu que o mal era Deus. O mal mata, condena, ameaça, julga e estabelece diferenças entre um ser humano e outro. Se matarmos a ignorância estaremos matando Deus.

A tendência do homem criado por Deus era acreditar e a tendência da mulher era duvidar e, desde então, a força física prevalesceu e a ignorância se estabeleceu.

Deus nos separou, homens e mulheres e deixamos de ser companheiros para que um subjugasse o outro. Nos tornamos ambos reféns do medo do invisível, da prepotência e das superstições. Nos tornamos competidores, homens e mulheres…inimigos.

Mas Deus pode ser vencido e quando Deus estiver no chão, estaremos em paz, saberemos o que é a paz, saberemos que somos vencedores, saberemos que somos deuses.

O Sol

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Por Ana Burke

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O SOL é o DEUS mais perfeito que já existiu
Ele dá calor e ilumina o mundo, dá alimento, provoca a evaporação da água e recicla a vida. Ele é um DEUS visível e eu, como todos os seres vivos, sem distinção, sentimos a sua força, a sua energia, e o seu poder.

Ele só trás benefícios a todos, é democrático e ilumina de forma democrática e sem preconceito ou discriminação, as mulheres, os negros, os asiáticos, os silvícolas, os homossexuais, os deficientes físicos, os velhos, as crianças…

E quando morremos, Ele nos dará vida eterna pois, usará, cada partezinha dos nossos corpos em benefício de outros. Cada átomo e cada célula terá um destino sublime para a perpetuação da espécies existentes. Ele fez tudo perfeito…deu vida às bactérias e fungos que vão decompor os nossos corpos, brancos, negros, amarelos, vermelhos, gordos ou magros, bonitos ou feios, velhos ou jovens.

Com o seu calor este DEUS fará evaporar a água que fazia parte dos nossos corpos…água que tem a idade de milhares de anos e que contém moléculas de todos aqueles que viveram antes de nós. E está água, quando formos reciclados, voltará para a atmosfera e alimentará todos os nossos futuros descendentes…O Sol é um DEUS que não mata, mas recicla.

Ele nunca criou infernos, demônios, sofrimentos, desesperanças ou desalentos; Ele nunca nos ameaçou e nunca vai nos julgar; Ele nunca vai nos obrigar a seguí-lo usando de chantagens ou ameaças; Ele não maltrata crianças obrigando-as a se ajoelhar. Ele não obriga mulheres a usar burcas; Ele nunca disse que estas deverão ter os seus órgãos sexuais mutilados; Ele também nunca disse que mulheres devem se submeter aos homens, ou ficar caladas nas igrejas.

No dicionário do DEUS SOL não existe a palavra pecado.

Todos os povos são do tamanho do seu deus e os egípcios tinham um GRANDE deus e devido a isto iluminaram a humanidade com as suas grandes obras. Já os cristãos, os muçulmanos e Judeus adoram saturno, como disseram, os hebreus, à Tácito.

Saturno é grande em quê mesmo?????