De onde vieram as práticas religiosas cristãs?

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Os santos substituiram o culto de deuses pagãos, satisfazendo o politeísmo original presentes nas mentes simples ou poéticas. Estátuas de Isis e Hórus foram renomeadas passando a se chamar Maria e Jesus, a Lupercalia romana, a festa da purificação de Isis tornou-se a festa da Natividade e as Saturnálias foram substituídas por celebrações de Natal , a Floralia foi substituída por Pentecostes, um antigo festival dos mortos foi substituído pelo Dia de Finados ” e a ressurreição de Átis se transformou na ressurreição de Cristo, altares pagãos foram dedicados aos heróis cristãos; incenso, luzes, flores, procissões, paramentos, hinos, que faziam o prazer das pessoas em cultos antigos foram domesticados e purificados para serem usados em rituais da igreja, e o abate cruel de uma vítima viva foi sublimada por sacrifício espiritual na missa.

Agostinho protestou contra a adoração de santos: “Não vamos tratar os santos como deuses, não queremos imitar os pagãos que adoram os mortos. Não vamos construir a eles templos, nem levantar altares para eles, mas com suas relíquias vamos levantar um altar a um deus ” [...] A igreja, no entanto, sabiamente aceitou o inevitável antropomorfismo da teologia popular e então passou a utilizar e abusar o culto dos mártires e relíquias.”

A igreja denunciou magia, astrologia e adivinhação, mas logo as pessoas e sacerdotes usariam o sinal da cruz como um encantamento mágico para expulsar ou afugentar demônios. Exorcismos foram aplicados sobre o candidato ao batismo , e imersão da pessoa totalmente nua era necessário porque o diabo poderia se esconder em alguma roupa ou ornamento.

Os sonhos da cura uma vez só procurados nos templos de Esculápio podiam agora ser obtidos nos santuários dos Santos Cosme e Damião, em Roma, e em breve estaria disponível em centenas de santuários [...] A alma do homem simples pode ser tocada apenas através dos sentidos e da imaginação, com cerimônias e milagres usando mitos, medo e esperança, e então ele vai rejeitar ou transformar qualquer religião que não lhe dá isso. Era natural que, em meio a guerra e desolação, pobreza e doença, um povo assustado deveria encontrar refúgio e consolo em capelas, igrejas, e regozijar-se em sinos, procissões, festivais e rituais coloridos. Ao ceder a essas necessidades populares, a igreja foi capaz de INCUL-CAR uma nova moralidade. Will Durant, The age of Faith – VI The church and the World (Pag 557-564)

Tradução: Ana Burke

 

Dê a outra face ao inimigo e faça Jesus feliz

UM CRISTÃO É CAPAZ DE ENFRENTAR AS HUMILHAÇÕES COM ALEGRIA E PACIÊNCIA, DIZ O PAPA

VATICANO, 27 Set. 13 / 03:53 pm (ACI/EWTN Noticias).

[...] A prova para compreender se um cristão é um cristão realmente está na “capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações” [...] O Papa voltou novamente a advertir sobre o perigo das “tentações do bem-estar espiritual”, [...] “E esta é a tentação do bem-estar espiritual. Temos tudo: temos a Igreja, temos Jesus Cristo, os sacramentos, a Virgem Maria, tudo, um bom trabalho para o Reino de Deus; somos bons, todos. Porque pelo menos temos que pensar isto. Porque se pensarmos o contrário é pecado! Mas não basta. Com o bem-estar espiritual até um certo ponto”.

“Como o jovem que era rico: ele queria ir com Jesus, mas até um certo ponto. Falta essa última unção do cristão, para ser um cristão realmente: a unção da cruz, a unção da humilhação. Ele se humilhou até a morte, a morte de tudo. Esta é a pedra de comparação, a verificação da nossa realidade cristã: Eu sou um cristão de cultura e bem-estar? Ou eu sou um cristão que acompanha o Senhor até a cruz? O sinal é a capacidade de suportar as humilhações”.

O escândalo da cruz, no entanto, continua a bloquear muitos cristãos. Todos, diz o Papa, querem ressurgir, mas “nem todos” pretendem fazê-lo pelo caminho da cruz. E, ainda mais, se queixam das injustiças ou afrontas sofridas, comportando-se contrariamente ao que Jesus fez e pede para imitar.

“A verificação se um cristão é um cristão realmente é a sua capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações, já que isso é algo que não gostamos… Há muitos cristãos que, olhando para o Senhor, pedem humilhações para se assemelhar a Ele. Esta é a escolha: ser cristão do bem-estar – que vai para o Céu, certo de salvar-se! – ou ser o cristão que está próximo a Jesus, pelo caminho de Jesus”. Disponível em: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26112

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Dê a outra face ao inimigo, faça Jesus feliz, ou saia da senzala

Por Ana Burke

Humilhaçao significa “estar abaixo” numa posição inferior. Os adéptos da seita não conseguem compreender a extensão da violência que está sendo aplicada contra ele.  Ser um humilde, pobre, infeliz, humilhado e é assim que deus quer.

É como se ajoelhar e esperar com alegria as chicotadas do dono. Isto faz parte dos evangelhos de Jesus Cristo. O deus de Israel foi criado para matar e castigar o corpo e Jesus para matar as mentes e fazer escravos eternos. E se o seu sonho do paraíso for uma farsa? Você vai voltar para reclamar a vida que você não teve? E a vida dos seus filhos?

As “tentações do bem-estar espiritual” devem ser evitadas? Bem-estar espiritual é uma tentação?. A Paz espiritual não agrada a deus, mas a infelicidade e o desprezo por si mesmo são uma graça? Esta homilha do Papa e tudo o que se inculca na mente dos cristãos jamais os deixarão livres. Acompanhar o Senhor até a cruz é aceitar sofrer passivamente, nunca levantar a cabeça e nunca ser capaz de resolver os próprios problemas. 

Ainda segundo o Papa Francisco os cristãos “se queixam das injustiças ou afrontas sofridas, comportando-se contrariamente ao que Jesus fez e pede para imitar.” …”A verificação se um cristão é um cristão realmente é a sua capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações, já que isso é algo que não gostamos…”  

Qual o pai normal se alegraria em ver o próprio filho humilhado e ajoelhado aos pés do seu agressor?  E é isto o que se ensina às criancas nas igrejas. Se religião ensinasse moral e bons costumes não teríamos 99% de cristãos dentro das penitenciárias ou em casas de correção.

Ser pobre e miserável é bom pra Jesus que afirma que é mais fácil o camelo passar pelo fundo de uma agulha que o rico entrar no Reino dos Céus. Mas este ensinamento só é bom para as ovelhas, não serve para os pastores. Ovelhas pobres e infelizes significa igreja cheia. Mais ovelhas com problemas, mais dinheiro; pra elas capim, para o pastor, carne. Pra elas o cocho, para o pastor, mesa farta. Pra elas milagres, talvez, e para o pastor, hospitais caros e particulares, portanto, as ovelhas têm que carregar a cruz e o pastor ri do otário que carrega a cruz. O Papa Inocêncio III chamava os cristãos da sua época de “Porcos com Cruzes e desenhou um cristão com ar inocente, e um frade (LOBO) com uma arma pedindo dinheiro.

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As igrejas também usam para os cristãos, as expressões:

Fiel - doutrinado, que segue sem pensar e para onde ele for guiado; não usa a razão, defende a igreja, a religão, os dogmas e os pastores; são servis, obedientes, humildes e pobres (o miserável não tem pastor); carregam a cruz, símbolo da morte e também do seu próprio destino e dos seus descendentes.

Ovelhas ou Cordeiros – Segue o pastor, são vigiados pelo cão do pastor e sacrificados para alimentar o pastor e seu cão. O cordeiro sacrificado, salva outros de morrerem sacrifícados.

Leigo ignorante das verdadeiras intenções do pastor.

Peixe – também alimento dos pescadores, pastores e cães dos pastores.

O Bispo Liutprand de Cremona, conta a história papal de 886-950, deixando uma imagem notável do vício dos papas e seus colegas episcopais:

Eles caçavam em cavalos com arreios de ouro, tinham ricos banquetes com dançarinas e, quando a caça acabava, iam com essas putas sem vergonha para camas com lençóis de seda e colchas bordadas a ouro. Todos os bispos romanos eram casados, e suas esposas vestiam-se de seda. Suas amantes eram as protagonistas nobres da cidade, e “duas mulheres imperiais voluptuosas “, Theodora e sua filha Marozia “, governaram o papado do século X” (Antapodosis, ibid.).

As ovelhas escutam todos os dias este tipo de sermão ficando então covencidas que ser inferior e ficar inertes, conformados, e felizes com a própria sorte é algo que agrada a Deus e nunca vão tentar alguma maneira de mudar a própria situacão de pobreza, ignorância e miserabilidade.

As igrejas pregam o ódio, a desigualdade, a intolerância, ensinam aos fiéis que certos grupos devem ser destruídos por serem inimigos da igreja e da religião ou mesmo diferentes. Todos são adestrados para seguir o exemplo de Jesus,  do perdedor, fraco e covarde que apanha e morre quieto sem reagir. Eles protegem, defendem o tirano e assumem a própria desgraça como sendo algo bom.  Matam e morrem expondo os próprios filhos na defesa da propriedade do dono ou do redil onde vivem. Não sabem nada sobre amor, dignidade e respeito; nada é mais importante do que a sua religião, nada pode estar errado na sua concepção pobre a respeito de evolução e superioridade. Tudo está invertido em suas mentes, tudo é um engano e agem como um cão fiel lambendo a mão de quem o ensina a lamber o chão. Os rituais de adestramento aplicados a um cão são também aplicados aos fiéis, isto é, os fiéis são treinados a participar de rituais que seguem os mesmos preceitos, como por exemplo: hora de se ajoelhar; hora de se levantar, hora de andar em procissão, hora de arrecadar a oferta ou o dízimo, etc.

O mundo precisa de seres humanos com dignidade e respeito próprio, não de ovelhas…Não de sacerdotes. O Papa Francisco está errado…precisamos todos de muita PAZ, espiritual ou não…PAZ.

Antropomorfismo – O que é isto?

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Por Ana Burke

Antropomorfismo, resumindo, é dar forma humana a coisas, animais e plantas: Algo que não é humano com forma humana é um ser ou coisa antropomórfica. Ex: boi com forma humana, coelhos com forma humana, deuses com forma humana, etc. Os deuses egípcios eram animais com forma humana e até o deus cristão é um ser antropomórfico. Diz o homem que o deus bíblico foi feito à sua imagem e semelhança, mas é o contrário, deus foi construído pelos homens à imagem e semelhança de si mesmos. O antropomorfismo nada mais é do que uma distorção da realidade. Dificilmente se ouve uma estória infantil na qual não se usa o antropomorfismo…ratos e outros animais falantes e com aparência humana, o mesmo ocorrendo em obras de arte e na literatura.

As mitologias em geral se baseiam no antropomorfismo; o cristianismo não é diferente. Quando Espinosa diz que o Antropomorfismo reduziu o ser humano à ignorância significa que ele distorceu a realidade e começou a acreditar em mitos…a vaca fala…a girafa canta…e todos tem pés, mãos, enfim, aparência humana.

O antropomorfismo dá forma humana a tudo. Exemplo: o Bob esponja é uma esponja com forma humana. Tudo…pedras, plantas, peixes ou qualquer outro tipo de animal com forma humana pode ser visto no cinema e na televisão que usam e abusam de seres e objetos com forma humana; tudo o que existe têm cara e aparência de humanos, DEUS e até… os ETs.

Exemplos de representações antropomórficas:

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Nesta ilustração por Milo Inverno sobre a fábula de Esopo, ” The North Wind and the Sun “, um Vento Norte antropomórfico tenta tirar a capa de um viajante

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Figura antropomórfica de um leão de Hohlenstein Stadel de 40.000 anos de idade.

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Do Panchatantra : O Coelho engana o Elefante, mostrando-lhe o reflexo da lua

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Representação de John Tenniel. Este coelho antropomórfiico rabbit foi destaque no primeiro capítulo de Alice no País das Maravilhas deLewis Carroll

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Deuses do Egito (antropozoomórficos – animais com forma humana).

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Deus o Criador

Representação antropomórfica de Deus (forma humana

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Somos livres?

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Vamos pensar: Se os seres humanos não sabem as causas da existência das coisas que satisfazem os seus apetites e vontades, como eles explicam aquilo que encontram na Natureza à sua disposição e que, pra eles, têm uma utilidade?

Religião e Líderes Religiosos

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Por Ana Burke

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O que leva uma pessoa a ser um líder religioso? Eles se espalham como a peste. Seria a necessidade de dinheiro ou seriam eles maldosos por natureza?
Existe uma cumplicidade vergonhosa entre governos e líderes religiosos. A história aponta e comprova que todos os crimes sempre foram permitidos e continuam sendo permitidos ou estimulados por estes líderes. Não se vê líderes políticos ou alguém da classe dominante gritando, caindo ou estrebuchando dentro de nenhuma igreja; isto só acontece com os tolos, com a plebe e para o bem da classe política e dominante.

Assim como os líderes religiosos sabem… e eles sabem muito bem da finalidade e do porque existem religiões, a classe dominante também sabe. Religião é para os “de baixo” e nunca, para os “de cima”. Imaginem a rainha da inglaterra ou qualquer membro da “realeza” caindo e estrebuchando com um demônio no corpo; imagine um deles repousando no Espírito. Loucos inocentes. Eles não têm demônios…eles são os demônios.

Tudo e qualquer coisa que venha de líderes religiosos é perdoado e esquecido…a pedofilia é um exemplo. Os líderes religiosos são necessários para trabalhar a mente dos plebeus, torná-los obedientes e torná-los capazes de matar e morrer por uma causa ou ideia. O Papa Urbano II estimulou as cruzadas, mas ficou resguardado em seu palácio enquanto os tolos matavam e morriam por uma promessa de salvação.

Guerra…Guerra…Guerra…é o que se ouve dentro de igrejas. Guerras por Jesus, guerras em nome de Deus. Guerras…dinheiro…e mais guerras.

Segundo Martinho Lutero dizia:

“é preciso tanto desencorajar a Paz como a tranquilidade, ou então negar a palavra. A guerra é do Senhor, que não veio trazer a paz”.

Nisto ele estava certo. Religiões nunca trouxeram a Paz; só guerras, miséria e infelicidade para os seus praticantes, ou para o país dominado por elas.

Antropomorfismo como redução à ignorância

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Todos os prejuízos que me cumpre indicar dependem de um só, a saber: os homens supõem comumente que todas as coisas da Natureza agem, como eles mesmos, em consideração de um fim, e até chegam a ter por certo que o próprio Deus dirige todas as coisas para determinado fim, pois dizem que Deus fez todas as coisas em consideração do homem, e que criou o homem para que este lhe prestasse culto.

É isto que antes de mais passarei a examinar, indagando em primeiro lugar, a causa por que quase toda a gente dá aquiescência a tal preconceito e é propensa naturalmente a abraçá-lo; a seguir, mostrarei a falsidade dele e finalmente direi como daí nasceram prejuízos acerca do bem e do mal, do mérito e do pecado, do louvor e do vitupério, da ordem e da confusão, da beleza e dafealdade, e outros do mesmo gênero.

Não é este, decerto, o lugar adequado para deduzir tudo isto da natureza da mente humana, bastando agora que eu tome por fundamento o que por ninguém é posto em dúvida, a saber, que toda gente nasce ignorante das causas das coisas e que todos desejam alcançar o que lhes é útil e de que são cônscios.

Com efeito, disso resulta:

Em primeiro lugar, que os seres humanos têm a opinião de que são livres por estarem cônscios das suas volições e das suas apetências, e nem por sonhos lhes passa pela cabeça a ideia das causas que os dispõem a apetecer e a querer, visto que as ignoram.

Resulta em segundo lugar que os homens procedem em todos os seus atos  com vista a um fim, a saber, a utilidade, de que têm apetência; daqui o motivo por que sempre se empenham em saber somente as causas finais dos acontecimentos já passados e ficam tranquilos quando as ouvem dizer, certamente por não terem uma causa que os leve a propor dúvidas para além disto. Se não puderem, porém, vir a sabê-las por outrem, nada mais têm a fazer do que voltarem-se para si mesmos e refletirem sobre os fins por que habitualmente se determinam em atos semelhantes, e desta maneira julgam necessariamente a compleição alheia pela sua própria .

Além disso como encontram  em  si  e  fora  deles  bastantes  coisas  que  são  meios que contribuem não pouco para que alcancem o que lhes é útil, como, por exemplo, olhos para ver, dentes para mastigar, vegetais e animais para alimentação, sol para iluminar, mar para o sustento de peixes, são levados a considerar todas as coisas da Natureza como meios para a sua utilidade pessoal. E porque sabem que tais meios foram por eles achados e não dispostos, daqui tiraram motivo para acreditar na existência de outrem que os dispôs para que os utilizassem.

Com efeito, depois de haverem considerado as coisas como meios, não podiam acreditar que elas se criassem a si mesmas, e dos meios que costumam dispor para seu uso próprio foram levados a tirar a conclusão de que houve alguém ou alguns regentes da Natureza, dotados como os homens de liberdade, e que cuidaram em tudo que lhes dissesse respeito e para sua utilidade fizeram todas as coisas.

Quanto à compleição180  destes seres, como nunca ouviram nada a tal respeito, também foram levados a julgá-la pela que em si notavam. Daqui haverem estabelecido que os deuses ordenaram tudo o que existe para uso humano, a fim de os homens lhes ficarem cativos e de serem tidos em suma honra; donde o fato de haverem excogitado, conforme a própria compleição, diversas maneiras de se render culto a Deus, para que Deus os estime acima dos outros e dirija a Natureza inteira em proveito da cega apetição e insaciável avareza.

Assim, este prejuízo tornou-se em superstição e lançou profundas raízes nas mentes, dando origem a que cada um aplicasse o máximo esforço no sentido de compreender as causas finais de todas as coisas e de as explicar; mas, conquanto se esforçassem por mostrar que na Natureza nada se produz em vão (isto é, que não seja para proveito humano), parece que não deram a ver mais do que isto: a Natureza e os deuses deliram tal qual os homens.

Repare-se, se me permitem, a que ponto se chegou!

No meio de tantas coisas profícuas da Natureza, não podiam ter deixado de deparar com bastantes que são nocivas, tais como as tempestades, os terremotos, as doenças, etc.., e estabeleceram que tudo isso acontecia porque os deuses se irritavam com ofensas que os homens lhes tivessem feito ou com pecados cometidos no culto divino.

Embora a experiência de cada dia protestasse e patenteasse com exemplos sem conta que os eventos benéficos e maléficos atingiam indistintamente indivíduos devotos e ímpios, nem por isso abandonaram o inveterado prejuízo. Foi-lhes mais fácil colocar isto no número das coisas cuja utilidade desconheciam, e assim se conservarem no estado presente e nativo da ignorância, do que destruir toda esta construtura e pensar numa nova. Daqui assentarem por certo que os juízos dos deuses ultrapassavam muitíssimo a capacidade humana.(…)

Vem a  propósito  não  deixar  sem  reparo  que  os  sequazes  desta  concepção,  que  ao consignarem fins às coisas quiseram dar mostra do seu engenho, lançaram mão de um novo teor de argumentação, a saber, o da redução à ignorância, que não à redução ao absurdo, o que mostra que esta concepção não tinha nenhum outro recurso probatório.

Com efeito, se, por exemplo, uma pedra cair de um telhado sobre a cabeça de alguém e o matar, demonstrarão da seguinte maneira que a pedra caiu para matar esse indivíduo: se não caísse com tal fim, por vontade de Deus, como é que tantas circunstâncias (pois na verdade é frequente concorrerem muitas simultaneamente) poderiam dar-se encontro naquela queda?

Responder-se-á, talvez, que o acontecido ocorreu porque o vento soprou forte na ocasião e o indivíduo tinha de fazer caminho por esse sítio. Insistirão, porém: por que soprou o vento na ocasião e por que é que o indivíduo tinha de passar por esse sítio nessa ocasião? Se se retorquir que o vento se levantou na ocasião porque no dia precedente, com tempo até então calmo, o mar começara a agitar-se, e o  indivíduo  havia  sido  convidado  por  um amigo, replicarão de novo,  dado  não  haver  fim ao perguntar, por que é que o mar se agitou e o indivíduo fora convidado para tal ocasião, não cessando de perguntar as causas das causas até que o interlocutor se refugie na vontade de Deus, isto é, no asilo da ignorância.

O Conselho da Serpente

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Por Ana Burke

Somos natureza, dela viemos e a ela vamos retornar. A natureza alimenta e mata. Deus é a naturesa e a natureza somos nós. Carregamos a maldade e a benevolência. Somos em parte Deus e em parte o Diabo. O próprio deus da bíblia é ao mesmo tempo Deus e Satanás.

A maioria não usa os cinco sentidos corretamente e têm problemas de percepção da realidade, não conseguindo diferenciar o bem e o mal. Somos o bem e o mal. Temos a nossa parte boa e a nossa parte ruim. Se o ruim prepondera sobre a parte boa em alguém ou este pratica mais atos ruins do que atos bons, chamam este ser de “pecador”. Nada mais errado. Jamais a nossa parte ruim deixará de existir em nós.Tanto a parte ruim em nós como a parte boa é importante para a nossa sobrevivência. A santidade é uma ilusão…uma mentira.

Escolher sofrer para se obter santidade é escolher a ignorância. E é devido a isto que nos é importante usar a razão. Só a razão pode nos salvar. A fé e a crença nos aleija e nos mata. Ficamos vulneráveis e não podemos compreender que é fundamental para a nossa sobrevivência saber identificar o bem do mal. Se não somos capazes de identificar o bem e o mal, não somos também capazes de escolher entre eles porque não os conhecemos.

Religiões tornam as pessoas vulneráveis e indefesas diante da vida, incapazes de se posicionarem corretamente usando de bom senso e discernimento, qualidades próprias de quem usa a razão. Quem vive na fé não possui estas qualidades e são por isto chamadas de leigos (sem conhecimento, ignorante), fiéis(para o bom e o ruim), ovelhas (seguem ou vão pra onde são guiadas, sem pensar) , doutrinados (adestrados).

Para os povos antigos a serpente era um talismã muito poderoso, e representava a manifestação da energia criadora. Trazia sabedoria, desenvolvia a intuição e favorecia a saúde. Simbolizavam proteção e eram veneradas e encarregadas de proteger locais e moradias.
Foto – Coroa da Rainha Cleópatra.

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Bíblia:

a serpente disse à mulher: “DEUS SABE QUE NO DIA EM QUE DELE COMERDES SE ABRIRÃO OS VOSSOS OLHOS, E SEREIS COMO DEUS, SABENDO O BEM E O MAL.
E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore DESEJÁVEL PARA DAR ENTENDIMENTO; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
ENTÃO FORAM ABERTOS OS OLHOS DE AMBOS, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais”. Gênesis 3:4-7

Conclusão:


Pisar na Serpente é pisar…esmagar o conhecimento. Nas imagens de Maria…ou “Nossa Senhora”, ela aparece, na maioria das vezes pisando ou esmagando a cabeça da serpente. O conhecimento não é bom para as igrejas.

Muitos conhecimentos foram queimados nas fogueiras. Giordano Bruno foi queimado juntamente com os seus livros…e muitos outros tiveram o mesmo destino. Ário, por exemplo teve todos os seus livros queimados e os Cátaros, foram queimados com todos os seus livros e escritos.


A Serpente estava certa

 

Tudo está às avessas. E o avesso é o correto?

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Por Ana Burke
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Religiões ajudam a transformar o “SER”, aquele que “É”, em NADA. E não sou eu quem está dizendo. Nestas instituições espalham miséria de todas as formas possíveis. Ensina-se a vítima a idolatrar o criminoso. No dia em que eu ver religiosos de cabeça erguida e cerviz endurecida lutando pela educação e a saúde de forma efetiva, formando jovens para que tenham um futuro digno, eu passo a respeitá-los. Não vejo nada disso. Não existe isto.

Analise o seu bairro. Quantas igrejas tem no seu bairro? Quantos hospitais e escolas tem em seu bairro? Agora compare com a quantidade de evangelizadores que têm no seu bairro. O que eles fazem pela população? Conte também quantos professores e oficinas para ajudar a formar profissionais existem no seu bairro. Tudo o que fazem é arrancar dinheiro e, quando praticam caridade, esta é falsa.

Ajudar a igreja não é ajudar o povo e isto porque a esmola vêm acompanhada de conversão obrigatória para a igreja. Caridade feita desta forma, em nome da igreja, é investimento.

A caridade verdadeira não exige nada em troca…nem propaganda, não vêm acompanhada de orações e não exige agradecimentos ou conversão à uma igreja ou religião. Se existisse solidariedade, companheirismo, amor ao próximo não precisariam de igrejas ou religiões. Caridade deveria partir de cada um, ser algo pessoal e não acompanhada de um nome como por exemplo: caridade da igreja tal, caridade católica, caridade evangélica, Caridade espírita. A caridade religiosa ou ligada a religiões é fraude.

Dizem os religiosos que educação é obrigação do Estado. Não, está errado. Educação é obrigação de todos, inclusive sua obrigação, e os seus filhos agradecem. Os religiosos pobres nunca são incentivados a estudar, mas a produzir filhos e acreditar…e acreditam em qualquer coisa que lhes dizem vir de seus deus.

Na mente do religioso a educação e a saúde deve vir do Estado, a igreja é a dona da moral e dos bons costumes e Deus é responsável pelos castigos e recompensas, ou seja, ninguém é responsável por coisa alguma. Entende-se que não construímos o nosso mundo e não somos donos de nada, nem dos nossos pensamentos ou desejos…Deus é o dono…”se deus desejar”…”se deus quiser”…”se deus permitir”…e como a partícula “se” é uma condicional…Todos são NADA porque para ser ou conseguir qualquer coisa, dependemos do governo, de uma instituição ou de deus. NUNCA dependemos de nós mesmos…somos perdedores e não decidimos coisa alguma.

Temos que entender que somos natureza e a natureza alimenta e mata. Deus é a naturesa e a natureza somos nós. Carregamos a maldade e a benevolência. Somos em parte Deus e em parte o Diabo. O próprio deus da bíblia é ao mesmo tempo Deus e Satanás.
A maioria não usa os cinco sentidos corretamente, têm problemas de percepção da realidade e em diferenciar o bem do mal. Somos o bem e o mal. E se você disser o contrário…você não conhece a bíblia. E por isto necessitamos usar a razão porque só a razão pode nos salvar. A fé e a crença nos aleija e nos mata.

Quem vive da fé e da crença é insano. O religioso é insano porque é estimulado a não pensar. Analise o sistema religioso e perceba como todos são tratados lá dentro e em que tipo de covil estes mantêm os filhos. Lá se encontram loucos recebendo o Espirito louco que dizem ser “Santo” que os fazem dar saltos mortais, pular, rodopiar, desmaiar, descabelar-se, cair no chão, gritar, etc. E são criados rituais e mais rituais para mantê-los presos e felizes dentro das igrejas… ceias, campanhas, jejuns, orações, vigílias, revelações, procissões, profecias que nunca se cumprem mas que dão falsas esperanças aos infelizes, que nunca desistem. Estão viciados e isto sem contar o dizimo, as constribuições e outras mil maneiras diferentes de arrancar dinheiro e obter trabalho servil com a desculpa de que Deus precisa disto, pede isto e exige aquilo. É tudo o contrário do que se entende por moral e bons costumes.

Só o fato de pensar que tais ensinamentos poderiam estar errados seria duvidar ou pecar contra o “Espírito Santo” e pecar contra o tal espírito é um crime que não têm perdão, nem nesta e nem na outra suposta vida, depois da morte. Para os leigos…fiéis…ovelhas… é tão monstruoso duvidar que aceitam qualquer louco ou demente que se diz inspirado pelo “Espírito Santo” como o seu doutrinador e doutrinador dos seus filhos. E este louco passa a ser profeta, apóstolo ou ungido que se especializa em fazer outros loucos como ele. O lema é…agradar o Espírito Santo…agradar o Espírito Santo…agradar o “espírito Santo”…e não percebem que estão agradando é ao “Espíirito de Porco” do seu pastor ou padre, e enriquecendo a sua instiuição, o que não tem nada a ver com deus.

Hipocrisia na Igreja Católica em relação aos gays

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G. NASINI mostra bem a hipocrisia instalada na Igreja Católica em relação aos gays, transcrito no texto a seguir:

“Quando comparamos essas características de personalidade e formas de comportamento com aqueles presbíteros e religiosos homossexuais que trabalham no Brasil, identificados por G. Nasini à base de questionários, diálogos e observações pessoais, não há como deixar de notar convergências nos pontos essenciais. Logo, não se trata, de forma alguma, de observações isoladas, impossíveis de generalizar, mas de concretizações confirmadoras. Nasini cita, inicialmente, um sacerdote psicólogo do sul do Brasil, que descreve sacerdotes de tendências homossexuais em pleno exercício do ministério da seguinte maneira: “Usualmente, esses ministros (sacerdotes-religiosos ativos no ministério) são descritos por seus colegas como inteligentes, de muita capacidade criativa e realizadora. Conquistam facilmente as pessoas em geral. Sabem envolver os que estão à sua volta, pois geralmente são simpáticos e prestativos. Mas, por outro lado, agem furtivamente, sempre por baixo dos panos, deixando transparecer insatisfações internas, frustrações afetivas e descontroles psico-emocionais. Buscam preencher freneticamente os vazios através desse comportamento sexual. Eles parecem ser pessoas espiritualistas e reflexivas, efeminados nos seus gestos e com tendência à passividade, aceitam as coisas como elas se apresentam. São pessoas muito informadas e com muitas influências. Gostam de bajular os poderosos, de disfarçar e fingir. Na visão de um padre que respondeu à pesquisa, a homossexualidade entre o clero constitui um comportamento marcado pela violência, preguiça e farisaísmo. Tal comportamento é escandaloso e toda a comunidade é a primeira a saber: Lamentavelmente, essa coisa não é só de padres, mas também de bispos. O relacionamento com determinadas pessoas que são subalternas é demasiadamente intenso e freqüente. Pessoa desconfiada, o ministro homossexual mede as palavras e passa medo e desconfiança. Autoritário e centralizador, é apegado ao dinheiro para beneficiar seus familiares. Se ativo em sua orientação sexual, o ministro não é bem-aceito onde trabalha. Pode tornar-se dependente de álcool e passar facilmente da euforia à tristeza e depressão. Faz-se vítima, pode causar divisões, negar a realidade dos fatos e esconder seus problemas. Isolado, pode viver na superficialidade e ser agressivo com os colegas. Movido mais pelo impulso que pela razão, alguns ministros continuam em seus relacionamentos homossexuais até morrerem de Aids sob o olhar de seus bispos. Há um crescente corporativismo entre clérigos homossexuais, caracterizado por carreirismo eclesial e busca de poder econômico: paróquias ricas”

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Comentário

Só pra lembrar a todos os religioso machistas ou ignorantes…os Gays nasceram de pessoas como vocês. Nasceram de HETEROSSEXUAIS. Vocês produzem gays e depois querem que desapareçam? Se sentem envergonhados? Matariam os seus próprios filhos ou netos por serem gays? Vote num candidato homofóbico nas eleições e estarão, TALVEZ, condenando os seus próprios filhos no futuro. Pensar algumas vezes faz bem. Perseguir grupos diferentes,,,condenar…votar em criminosos que espalham discriminação e preconceito é próprio dos servos destes mesmos ignorantes.
Ana Burke.

(G. NASINI, Um espinho na carne. Má conduta e abuso sexual por parte de clérigos da Igreja Católica do Brasil, Aparecida 2001, p. 115s).” Pesquisa em 07/02/2013 – http://www.presbiteros.com.br/site/homossexualidade-e-ministerio-ordenado/