O Último Suspiro dos Grandes Guerreiros

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Por Ana Burke

As nações indígenas estão dando os seus últimos suspiros. Onde a bestialização chamada de civilização chegou, nada sobrou.  Os grandes guerreiros foram doutrinados porque precisavam ser salvos dos seus deuses, chamados de demônios, mas que nunca mataram uma figueira porque não estava na época de produzir frutos. A floresta antes da doutrinação, era sagrada, era o seu berço e a sua vida. Todos os seres vivos eram respeitados e protegidos. Os seus antepassados que os guiavam rumo à sabedoria e o bem viver foram sufocados, pisados, enterrados e em cima de suas tumbas construiram as igrejas da nova seita cujo deus é um zumbi judeu inventado para escravizar e mandar para o inferno aqueles que não o seguem.

Ontem, este povo, era um povo livre; um povo orgulhoso de si mesmo, da sua identidade e cultura.  Foram transformados em de espírito porque deles será o Reino dos Céus.

Não carregavam a cruz, a bengala dos incapacitados mas tinham o corpo ereto, a cabeça erguida, a cerviz dura e, agora,  estão com a cerviz dobrada e os joelhos no chão. Se antes só pensavam na alegria de viver e morrer com dignidade e honra, agora estão convencidos que o sofrimento santifica e a morte é uma ameaça pois os seus atos depois dela serão julgados por um deus tido como justo, mas que sacrificou milhares e milhares das suas crianças e destruiu muitas das suas civilizações da forma, o mais bárbara possível. Se antes morriam como heróis, hoje morrem como morrem os cristãos, um pouco a cada dia atingidos pelas ameaças e castigos eternos que virão se não se transformarem em “bons” cristãos.

Primeiro vieram os Jesuítas que os ensinaram à base de chibatadas, que deveriam agradecer e beijar a mão daquele que portava a chibata, porque era para o seu bem, e era também, a vontade de Deus. Aqueles que não aguentaram e caíram sob o poder da chibata, morreram e os outros foram escravizados. Eram pessoas delicadas, inocentes, puras como descreve Bartolomé de Las Casas. Não aguentaram a escravidão e os abusos cometidos pelos seus amos e morriam aos milhares. Isso não existe em nenhum livro escolar, mas existe o enaltecimento de alguns jesuítas como, por exemplo, José de Anchieta, que é tido pela maioria como um herói e um santo.

A Regra é esta: “O Homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio”. Provérbios 29:1

 

Atualmente, as igrejas pentecostais avançam e se instalam nos povoados indígenas praticando todo o tipo de barbaridade, roubando-lhes a sua autonomia, a sua identidade, demonizando os seus deuses e as suas crenças, destruindo os seus templos sagrados e pisando em suas cabeças para que abaixem a cerviz e se tornem verdadeiros cristãos, ou seja, sucatas de Cristo.

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Um comentário sobre “O Último Suspiro dos Grandes Guerreiros

  1. É um facto que o cristianismo se espalha como o ar que respiramos devido ao apoio da mídia que ostenta. Sentadas no sofá vendo televisão as pessoas têm sido alienadas dia após dias… O Cristianismo descaracterizou várias culturas no mundo, devido ao caracter frágil do sistema de governação implementado em cada Estado ou mesmo porque as pessoas são ensinadas permanentemente a serem ignorantes, e são…
    PS: A morte quando bem pensada, não é um mal de tudo num mundo como esse…
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