MINORIAS NO BRASIL

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Por Ana Burke

Eu sempre me incomodei com a expressão “minorias”.
O sociólogo Louis Wirth definiu um grupo minoritário como “um grupo de pessoas que, por suas características físicas ou culturais, são destacadas dos outros na sociedade em que vivem por tratamento diferenciado e desigual, e que, portanto, se consideram objetos de discriminação coletiva “.

A minoria é perseguida pelo que chamam de maioria que nada mais é do que aquele grupo que sobressai na sociedade e que é tido como o grupo superior, ou seja, a classe dominante. Minoria não quer dizer “menor em números”. Por exemplo, no Brasil os negros são considerados minorias mas sabemos que eles são a maioria da população. As mulheres são consideradas minoria, mas também não existem em menor número do que os homens. Atualmente, os idosos, crianças, ou aposentados são considerados minoria, assim como os homossexuais, os indígenas, aqueles que são de etnias diferentes, imigrantes ou que foram classificados como pertencentes a a esfera social considerada mais baixa e sem poder aquisitivo como, pobres, miseráveis, mendigos, etc. Na visão geral, também é considerada minoria aqueles que estão fora do Sistema Religioso ou aqueles que, mesmo tendo uma religião, não seguem a religião predominante. Agnósticos, ateus, seguidores de religiões afro, religiões ou crenças indígenas, por exemplo, estão nessa lista.

Estas minorias citadas acima são “toleradas”, não são aceitas e nem são tratadas com dignidade e respeito. São perseguidas, expulsas, mortas, comete-se genocícios em alguns países, tomam as suas terras e violam todos os seus direitos não sendo consideradas cidadãos, mesmo pagando impostos exorbitantes e sustentando o status e o luxo daqueles que se autodenominam MAIORIA.

A perseguição à minoria é incentivada, assim como o preconceito. A “maioria” se coloca como deuses que podem resolver os problemas, principalmente dos pobres. O que se faz nesses casos? O que se vem fazendo há milhares de anos. A tática é sempre a mesma. Não se deve acabar com a pobreza, mas manter os pobres, muito pobres. Além de manterem os pobres, pobres também é necessário que os mantenham analfabetos, ou analfabetos funcionais, cegos, conformados e, para que fiquem inativos, usam o Sistema Religioso e a Mídia para fazer o serviço sujo.

A polícia também é fundamental para manter a ordem e a mídia mostra esses policiais sempre como os heróis que protegem a população em geral. Quando você vê a situação das pessoas que vivem em favelas pode-se perceber que não existe nenhum interesse em transformar para melhor a vida dessas pessoas e a desculpa é os traficantes de drogas. Por muitas vezes a polícia entra nessas favelas para mostrar serviço mas não convém se importar com as pessoas que vivem lá e que respeitam muito mais os traficantes do que a polícia.

Quando turistas chegam no Brasil, e não são muitos porque a visão que eles têm do Brasil lá fora não é muito boa, eles não vêem como vive o povo pobre pois estes estão isolados e separados em algum gueto para que todos esqueçam que eles existem ou não se interem da verdadeira realidade do país que se diz democrático. Quando a minoria aparece na mídia, aparece, não como sendo seres humanos dignos, mas como pessoas que precisam, ou ser reprimidas, ou como bandidos, ou como pessoas que são discriminadas, sofrem preconceitos, ou estão incomodando com as suas reclamações ou manifestações para valer os seus direitos. Neste caso, a polícia sempre está lá e, não é incomum, que essas pessoas sejam forçadas a se calar, ou a se recolher à sua “insignificância” voltando para o lugar de onde vieram. Em cada lugar miserável deste país, por mais longinquo e inóspito que seja existe uma igreja e, normalmente, bem construídas, mas não é raro perceber que esta mesma população que reza, não têm acesso à saúde, à educação, à informações que não sejam deturpadas e corrompidas, ou mesmo a hospitais, médicos, saneamento básico, respeito, ou dignidade. E todas essa população que reza é obrigada a dar à “Deus” parte do dinheiro que serviria para alimentar melhor os seus filhos ou a si mesmas.

No Estado de São Paulo, o Estado mais rico da União, inventaram que os pobres devem ser alimentados com uma ração feita com restos de alimentos ou com alimentos que estão para vencer. Isso me entristece profundamente, principalmente quando vejo pessoas defendendo tal projeto. Pobre não têm que comer restos ou aquilo que ninguém quís ou quer. Isso se tornou parte da cultura: Vou jogar fora, não serve pra mim, não presta, está sobrando e então, vou dar para os pobres!” Se não serve pra um, não deveria servir para o outro; se não presta pra mim, não deveria prestar para o outro e a isso costuma-se chamar de caridade. Esquecendo as necessidades que surgem devido a catástrofes, este comportamento rotineiro e usual retira das passoas toda a sua auto-estima. Na realidade elas são destruídas e convencidas de que são mesmo pobres, miseráveis, carentes e que vão continuar assim pelo resto das suas vidas, com a sua mão estendida e abaixo daquelas que as sustentam. Pior do que isso, elas acreditam também que são ináptas e incapazes de, por si mesmas, lutar ou reagir para mudar as suas condições miseráveis. Elas então se acostumam com os esgotos correndo a céu aberto, a viver do lixo, a se alimentar da caridade e a vestir trapos que elas obtem das mão superiores daquele que têm para dar.

Num país como o Brasil não deveriam existir favelas, cortiços, barracos, desabrigados e semelhantes. Até quando vai existir miseráveis neste país? Um país no qual a corrupção come e engorda os porcos. Um país que arrecada bilhões e bilhões de impostos; até quando os brasileiros, nossos irmãos, compatriotas, vão receber esmolas e ser tratados como incapazes e seres humanos inferiores? Eles são convencidos de que são inferiores pelo próprio governo que deveria trabalhar em prol da igualdade de oportunidades para todos. O Sistema Religioso, claramente, trabalha pela desigualdade entre todos e então temos os “escolhidos” contra aqueles que serão condenados e que devem ser discriminados ou perseguidos pelos fiéis acéfalos. Para que o país continue funcionando de acordo com a vontade de Deus, as minorias devem brigar entre si e nunca entrar em acordo sobre coisa alguma. E este é o povo ou o “senso comum” ou, como dizem alguns, o gado. As necessidades das minorias nunca devem ser satisfeitas mas deve-se dar a elas a esperança de que algum dia alguém vai resolver os seus problemas. Faz parte do jogo.

Observem as faculdades Católicas ou outras fundadas por religiosos. Quantas vagas são oferecidas aos miseráveis? Qual a razão desta “ração” vergonhosa que querem enfiar guela abaixo dos pobres estar embalada com a imagem da Senhora da Aparecida?
Temos que acabar com as diferenças sociais para que deixem de existir pobres para alimentar.
Temos que elevar as pessoas e não jogá-las num canto bem afastado para que turistas e hipócritas não percebam que eles existem.
Vá nas escolas públicas e veja o que acontece lá dentro e observe se nestas escolas existem filhos de políticos estudando lá.
Não existe nenhum padre ou pastor defendendo a educação, a saúde, a segurança, o direito à moradia e o bem estar social mas têm milhares deles defendendo a mendicância. E assim fazem a maioria das pessoas.

Temos comida de qualidade pra todos. Os nossos políticos não são incompetentes, são desonestos, maldosos, hipócritas e continuarão assim até que os vermes os comam porque o destino final de todos é o mesmo: miserável, minoria, ou explorador mau caráter.

O que fazem lá no Congresso ou nas prefeituras? Planejam, principalmente escândalos para dividir e tornar as pessoas rivais umas das outras porque isso, pra eles, é muito bom. Qual o projeto de Lei que foi apresentado e que vise o crescimento e o bem estar social pela bancada evangélica? Nenhum. E Católicos que estão lá? Nenhum. São parasitas sustentados pelas minorias.

Em 2018 teremos eleições e eu espero que a minha televisão continue desligada.

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