Os Reis africanos mandavam os seus filhos para o Brasil, não como escravos, mas para ESTUDAR.

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Ana Burke

Os Reis africanos mandavam os seus filhos para o Brasil, mas não como escravos, mas para ESTUDAR. Depois voltavam para a África, mais ricos do que chegavam.

O rei nigeriano Kosoko, por exemplo, mandou três de seus filhos em viagem à Bahia – eles voltaram em 1850 rebatizados como Lourenço, Simplício e Camilo. Esses “empresários”, enriquecidos em seus negócios com os europeus, lutaram contra o fim da escravidão ao longo do século 19.

Ainda que evidentemente cada escravo detestasse a própria escravidão, dificilmente viam problemas na escravidão dos outros. Um certo Zé Alfaiate, por exemplo, foi alforriado no Brasil em 1830 e se tornou um célebre traficante na África anos seguintes. E isso não era uma exceção. “No vilarejo de São Gonçalo dos Campos, pardos e negros alforriados tinham 29,8% de todos os cativos. Em Santiago do Iguape, 46,5% dos escravos eram propriedade de negros, que, diante dos brancos, eram minoria da população livre”, diz o Guia.

Ninguém encarnou melhor essa dubiedade que o próprio quilombo dos Palmares e seu líder. Zumbi foi executado por resistir à aniquilação pelos portugueses em 1694. Palmares era terra de bravos, mas estava longe de ser um enclave de liberdade moderna num mundo de escravidão colonial. Era mais uma vila africana como aquelas onde os traficantes compravam sua carga. Sim, a sociedade de Palmares tinha escravos negros – quando faziam uma incursão para atacar uma fazenda, os cativos não eram libertados, eram capturados para servir ao quilombo. Apenas ex-escravos que chegassem lá por seus próprios meios eram mantidos livres – mas não podiam ir embora, ou seriam perseguidos por capitães-do-mato do próprio quilombo.

É assim que a história do Brasil deveria ser ensinada segundo o jornalista Leandro Narloch. Ele abre seu “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (Editora Leya) com um manifesto pedindo por uma novela sem mocinhos, menos maniqueísta, onde não seja tão fácil enxergar sempre um coitadinho de um lado, um vilão de outro. Uma história, enfim, menos politicamente correta. […] foram três anos de pesquisas e na consulta de mais de uma centena de dissertações, livros e especialistas, o escritor abriu a porta para trabalhos mais recentes, que revisam muito do que você foi levado a acreditar sobre a formação da nação.

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Zumbi em três versões

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Historiadores questionam a biografia do líder negro e mostram como o seu perfil mudou em quatro séculos

Para os historiadores Jean Marcel Carvalho França e Ricardo Alexandre Ferreira, no livro “Três Vezes Zumbi” (Três Estrelas), para quem o “Spartacus negro” não tem uma face, mas várias.

Segundo os autores, podem ser identificados três perfis diferentes para o líder quilombola: o Zumbi dos Colonos (séculos XVII e XVIII), que colocava em xeque o projeto colonizador; o Zumbi do Brasil Independente (século XIX), pintado como grande guerreiro para enaltecer o agente civilizador que o combatia; e o Zumbi dos Oprimidos (século XX em diante), sobre o qual seriam associadas aspirações emancipadoras que desaguariam no movimento das minorias. “O livro é uma espécie de atlas, uma história da história de Zumbi, dos discursos que se fizeram em torno dele ao longo dos séculos”, afirma França. No desenvolvimento da ideia de Zumbi como uma construção ideológica, os autores se defrontaram com dados conflitantes. A multiplicidade de peças que não se encaixam no quebra-cabeça começa com o seu próprio nome. Existem registros de que ele teria também a alcunha de Zambi, Zombi, Zombé e Zumbé – a grafia Zumbi teria sido estabelecida em meados do século XIX. Mais: Zumbi, cujo significado é diabo e Deus das guerras, seria um título na hierarquia do quilombo, e não um nome, hipótese confir­mada nos documentos da época.

Outra controvérsia diz respeito à sua morte. Até o século XVIII, a versão mais conhecida era a de que ele teria se matado, pulando de um penhasco. A partir daí, ficou aceito que Zumbi teria sido morto por um ajudante. “Cartas falam da traição de um mulato, mas é sabido que na época esse termo era malvisto, se preferia a palavra pardo”, diz França, sugerindo que o assassino talvez não pertencesse a Palmares. Os maiores absurdos começaram a pipocar no século passado, quando o chefe dos escravos foi apropriado pelos marxistas, que o tornaram um revolucionário e associaram a sua atuação à luta de classes. O relato mais fantasioso vem do historiador gaúcho Décio de Freitas, que praticamente inventou uma infância romantizada para Zumbi: ele teria sido adotado por um padre, vivido como coroinha e retornado 15 anos mais tarde a Palmares movido por ideais libertários. Freitas teria sacado essas informações de correspondências do missio­nário. “São cartas que nunca foram vistas e, certamente não existem”, afirma França.

O SEU HERÓI FOI INVENTADO.

 

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‘Na África, Indaguei o Rei da Minha Etnia por que nos Venderam como ESCRAVOS

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Quando cheguei ao centro do reino tikar, a eletricidade tinha caído, e o pessoal usava candeeiros e faróis dos carros para a iluminação. Mais de 2 mil pessoas me aguardavam. O que senti naquele momento não dá para descrever, de tão chocante e singular.
As pessoas gritavam. Eu não entendia uma palavra do que diziam, mas entendia tudo. Era como se eu estivesse no meu bairro, na Bahia, e ao mesmo tempo tivesse voltado 500 anos no tempo.
O povão me encarava como uma novidade: eu era o primeiro brasileiro de origem tikar a pisar ali. Mas também fiquei chocado com a pobreza. As pessoas me faziam inúmeros pedidos nas ruas, de camisetas de futebol a ajuda para gravar um disco. Não por acaso, ali perto o grupo fundamentalista Boko Haram (originário da vizinha Nigéria) tem uma de suas bases e conta com grande apoio popular.
De manhã, fui me encontrar com o rei, um homem alto e forte de 56 anos, casado com 20 mulheres e pai de mais de 40 filhos. Ele se vestia como um muçulmano do deserto, com uma túnica com estamparias e tecidos belíssimos.
Depois do café da manhã, tive uma audiência com ele numa das salas do palácio. Ele estava emocionado e curioso, pois sabia que muitos do povo Tikar haviam ido para as Américas, mas não para o Brasil.
Fiz uma pergunta que me angustiava: perguntei por que eles tinham permitido ou participado da venda dos meus ancestrais para o Brasil. O tradutor conferiu duas vezes se eu queria mesmo fazer aquela pergunta e disse que o assunto era muito sensível. Eu insisti.
Ficou um silêncio total na sala. Então o rei cochichou no ouvido de um conselheiro, que me disse que ele pedia desculpas, mas que o assunto era muito delicado e só poderia me responder no dia seguinte. O tema da escravidão é um tabu no continente africano, porque é evidente que houve um conluio da elite africana com a europeia para que o processo durasse tanto tempo e alcançasse tanta gente.
No dia seguinte, o rei finalmente me respondeu. Ele pediu desculpas e disse que foi melhor terem nos vendido, caso contrário todos teríamos sido mortos. E disse que, por termos sobrevivido, nós, da diáspora, agora poderíamos ajudá-los. Disse ainda que me adotaria como seu primeiro filho, o que me daria o direito a regalias e o acesso a bens materiais.
Foi uma resposta política, mas acho que foi sincera. Sei que eles não imaginavam que a escravidão ganharia a dimensão que ganhou, nem que a Europa a transformaria no maior negócio de todos os tempos. Houve um momento em que os africanos perderam o controle.

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Bula Papal Autorizando a Escravidão dos Negros

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Vejam bem! Os negros africanos foram escravizados a mando da Igreja Católica que também mandou que estes fossem comprados LEGALMENTE ou trocados por mercadorias. Portanto, os Reis africanos VENDERAM os negros aos Portugueses e Espanhóis. Esses Reis Africanos, na época e enquanto permaneceu o tráfico, se enriqueceram com as vendas ou trocas do seu próprio povo que eram tratados como mercadorias.

Para quem quiser conferir esta BULA de nome “Romanus Pontiflex”, ela pode ser encontrada na íntegra em PDF na internet.

Os negros só sabem um lado da História, odeiam os brancos em geral e BEIJAM A MÃO da Igreja Católica.
Esta história de que os brancos têm uma dívida histórica com o povo africano ou os negros, não procede. Quem tem uma dívida histórica com os negros é a IGREJA CATÓLICA, que eles amam, e os seis REIS.

Os navios que transportavam os negros eram navios JUDEUS.

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Bulas Dum Diversas e Romanus Pontifex

Nós concedemos a você [Reis de Espanha e Portugal] por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo onde quer que eles podem estar, bem como os seus reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades […] e reduzir suas pessoas à escravidão perpétua.

Em 8 de Janeiro de 1455, o papa Nicolau V esclareceu um problema, surgido entre os Portugueses e espanhóis, sobre quem seria o dono das Ilhas Canárias, decidindo esta questão a favor dos portugueses, na bula “Romanus Pontifex” onde reafirma tudo o que foi dito na bula “Dum Diversas”. E nesta bula, o papa também sancionou, isto é, deixou bem claro, que os Portugueses devem realizar a compra de escravos negros ao longo da costa africana usando forca ou trocando-os por mercadoria.

_ Desde então, além disso, muitos homens da Guiné e outros negros, tomados à força, e ALGUNS PELA PERMUTA DE ARTIGOS NÃO PROIBIDOS OU POR OUTROS CONTRATOS LEGAIS DE COMPRA, têm sido enviados para os ditos reinos.

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A IGREJA PROTESTANTE apoiou a escravidão, usou e abusou de escravos. Os Estados Unidos era um país protestante e foi o país onde mais barbaridades foram cometidas contra os negros. Os protestantes eram ricos donos de escravos e lá, para acabar com a escravidão, foi necessária uma guerra civil.

O que é ensinado aos negros? Adorem Jesus Cristo, Amem o cristianismo, sejam católicos ou protestantes, e ignorem que os seus reis os venderam. CULPEM TODOS OS BRANCOS. É branco, é seu inimigo, mas se você vai nas igrejas, estas estão “entupidas” de negros, ajoelhados e adorando os seus carrascos.

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Fonte: Price, R. ed., 1996. Sociedades marrons: comunidades de escravos rebeldes nas Américas. JHU Press.

Uma tradição humana na América Latina colonial . Andrien, Kenneth J., 1951- (2ª ed.). Lanham, Md.: Rowman & Littlefield. 2013. ISBN 9781442212992 . OCLC 839678886 .

A FONTE principal está no texto. – É o livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (Editora Leya).

 

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